Domingo, Novembro 08, 2009

Acima de tudo Rubro Negro, Oh, meu Mengão!!


Oh meu Mengão eu gosto de você. Quero cantar ao mundo inteiro a Alegria de ser Rubro Negro. Conte comigo Mengão, Acima de tudo Rubro Negro, Conte comigo Mengão, Acima de tudo Rubro Negro!!


Quinta-feira, Outubro 29, 2009

This is it

by.Queiroz

A melhor característica de This is it, é não tem a menor cara de póstumo. Vemos que muito embora com todas as reservas foram alimentadas que por parte da imprensa, e um tanto pelo comportamento de Michael, é bem verdade, foram apenas negras nuvens para deixar de enxergar que o Mito ainda estava lá. Um artista exigente que fazia questão de pensar no público, para que a parte orgânica de seu show lembrasse aos fãs aquilo que eles gostaram tanto, em seus discos. Sempre com sua voz plácida, ele demonstra todo o comando, mas ao mesmo tempo a cumplicidade com a qual exigia que os que estivessem junto a ele também sentissem. Não importa o quão grandiosa tenha ficado a estruturas de seus shows. A preocupação em realizar um Espetáculo que estava sendo levada em conta. Por vezes a capela, por vezes para acertar o timing, de suas músicas, mas nunca como um ditador, sempre dizendo: “É por isso que nós ensaiamos”. A palavra nós conotação uma importância tal, uma das cenas mais bonitas do filme é quando sua guitarrista para de tocar junto com o resto do arranjo, e Michael chega para ela e diz: “Não pare essa é sua deixa para brilhar”, e a conduz com sua voz com a maneira que ela deve tocar sua guitarra. O mesmo se pode dizer de uma suas vocais que ensaia com ele “I Just can’t stop loving you”. Fora o clima de molecagem com os seus dançarinos que a cada ensaio ficava no gargarejo fazendo o papel de platéia. Falando do diretor do espetáculo, que cara competente, e que pai por assim dizer, um zelo que talvez tivesse tido em sua família, quem sabe sua vida não tivesse sido bem melhor. Falando em referencia cinematográficas, o que é Michael Jackson inserido em uma cena de Gilda? Que maravilhoso aquilo, quase que premonitório, como soubesse que aquela cena inserida em seu show iria para o cinema. A presença do Michael Jackson militante de suas causas ecológicas também não poderia faltar, com uma atuação de uma garotinha no clipe do show espetacular. “Alguma lágrima?”, por incrível que pareça, em Billie Jean, por mais que ele tivesse outras músicas em seu repertório que denotassem mais emoção, não tem como não cantar junto toda a malandragem dessa música e nessa hora eu realmente após meses de sua partida, eu derramei lágrimas por sua ausência. Duas semanas é muito pouco para um filme tão importante assim. Então é isso. This is it. Escrevi esse texto escutando BAD, meu disco preferido do Rei do Pop.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Distrito 9

by.Queiroz


Eu esperava o Ensaio sobre a cegueira dos Ets, mas não é. Em nenhum momento você se sente absorvido pelo ambiente do Distrito 9, senti falta disso, o ponto de vista não do invasor, mas do local, assim como o Camarão Christopher e seu filho. O Wikus (Sharlto Copley) é um bom personagem, por não ser nem bom, nem mau, ele tem deslizes por uma questão de pura ignorância, mas quando infectado reage da maneira egoísta como agiria qualquer pessoa, até por causa da maneira como a MNU, trata os Camarões. Aliais é fácil traçar paralelos entre Wikus e Seth (Jeff Goldblum) de A Mosca de Cronenberg. Nem parece que o filme tem mais de uma hora, tendo em vista o ritmo frenético, ainda mais no terceiro ato ganhando as características de um ótimo filme de ação. Há, por ventura, contradições como, por exemplo, em um momento Christopher diz a Wikus (Sharlto Copley) que não pode deixar seu povo virar cobaia, mas quando tem a oportunidade de fugir o faz sem a tal preocupação. Gostei da maneira como concluiu, mas ao invés do Wikus se tornar o Camarão na sua alma, a exemplo de Christopher, fica limitado a sua aparência.


Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Bastardos Inglórios

by.Queiroz


Esse foi o ano dos filmes da 2.ª Guerra Mundial, tivemos O Leitor de Stephen Daldry, Operação Valkiria de Bryan Singer e no Brasil, Tempos de Paz que fala do drama de um Polonês que sobreviveu aos horrores da Guerra. Levando em conta que O Leitor questiona o que você faria no lugar deles, Valkiria fala dos que lutaram contra o regime estabelecido, e Tempos de Paz dos pontos em comum entre as torturas de guerra e os porões da ditadura, consideramos que todos têm em comum, buscar na realidade uma base para poder discutir bem o assunto. Bastardos Inglórios, não tem essa pretensão, até disserta bem sobre certos fatos históricos, cinematográficos e faz divertidas referencias, mas deve ser encarado com a mesma seriedade de alguém que está assistindo a Kill Bill Vol.1 ou Vol.2. Ou seja, não pense que ira a sala de cinema assistir a uma obra edificante no que tange ao ponto de vista histórico e tudo mais. Não, apesar de ser ambientado na segunda guerra, é cinema para diversão, assim como qualquer outra obra que Tarantino tenha realizado até hoje. Mas, claro, ele realiza isso da maneira mais refinada possível, e na força dos idiomas e diálogos que prendem nossa atenção durante 153min. de duração. Sem dúvida nenhuma o grande destaque do filme fica por conta do oficial Landa (Christoph Waltz), com seus interrogatórios inteligentes e precisos, e todos os seus trejeitos e sua habilidade em falar várias línguas. Bate uma certa frustração em o cartaz destacar tanto os Bastardos, mas aquilo que o trailer vende, não chega a ser a gasolina do filme. Temos sim os escalpos e a violência pontual de Taranta, mas reside no terror psicológico, os pontos de maior violência do filme. A subtrama da francesa Emanuelle (Mélanie Laurent) dá um rumo muito mais interessante ao filme do que as pretensões dos Bastardos.


Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Os Normais 2


A graça dos Normais, Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres), é eles não se adaptarem à situações que são as mais “normais”: Falta de público entusiasmado em videoquê, um relacionamento longo sem sexo, fio terra, fumar um cachimbo da paz evitando paranóia... Coisas que se tornaram mais do que normais. Vani, a mulher mais gostosa do mundo, isso digo eu, resolve que para aquecer sua relação, ela e Rui precisam de um ménage a troi, e esta sugere, uma mulher para tal. É engraçado pensar que ela sendo tão mais esperta do que ele, pense em algo que vai ser mais do agrado dele, do que dela, afinal ela terá que encher a cara para encarar uma... Desastrados em engraçados ao máximo na sua tarefa de encontrar uma parceira disponível para tanto. Mas, os Normais 2 tem alguma mensagem para os casais? Para que procurar outra pessoa, se a que está ao seu lado, está de bom tamanho ou melhor rir é ainda o melhor remédio.

Em consideração ao aniversário do meu irmão:



Happy Birthday Zé da Feira :)

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

31/8 DIA INTERNACIONAL DO BLOG

Blog Day 2009

O que é para mim ser blogueiro?
by.Queiroz

Escrever versos certeiros
Criticas de roteiros de cinema
Falar dos problemas da sociedade
Declarar amores, contar as minhas saudades
Sentir a felicidade de ter meus textos lidos
Sentir felicidade ao ler meus textos
Qualquer pretexto em dividir com o mundo meus gostos pessoais
Ser capaz de falar aqui o que não diria para meus conhecidos
E me sentir agradecido de fazer novos amigos
Você nunca ouviu a minha voz, mas se sinta a vontade de se me vir pessoalmente me chamar de Queiroz
Desde 2005 em palavras sou transcrito através dessa página chamada Escritos Malditos.

Ser blogueiro para mim é isso.


Obrigado Cris, por me informar
http://crispassinato.wordpress.com/

Domingo, Agosto 30, 2009

Brazucah recomenda: O Milagre de Santa Luzia



O Escritos Malditos se alia a Brazucah, e sempre terá boa dica de cinema, então visitem http://www.brazucah.com.br/brazucah/ , e se informem sobre O Milagre de Santa Luzia: http://www.omilagredesantaluzia.com.br/

Sábado, Agosto 15, 2009

Beat



ANOS LOUCOS

by.Queiroz


Courtney Love equilibrando um copo na sua cabeça e Kiefer Sutherland que hoje em dia é conhecido como o imbatível e implacável Jack Bauer com a mão tremula segurando uma arma, e volta a câmera para o bocão vermelho de Courtney que diz: “I dare you”. Entra no meu segundo lugar de cena inicial que envolve uma bela mulher e uma arma, perdendo só para a cena inicial de Kill Bill Vol.1. Mas, infelizmente, após a técnica que mais gosto em créditos que é incorporar o nome do elenco e técnicos de produção ao próprio cenário, algo também feito no nacional Durval Discos, mas o filme desce a ladeira de uma maneira assustadora com uma cena de violência e um enredo muito fraco. Pô, quando a Courtney falou Jack, O Kerouac, eu fiquei todo feliz porque é o meu preferido daquela galera ali. E o que mostra? Nada, absolutamente nada, sobre o mais cultuado dos beat. Sem dúvida os pontos altos de Anos Loucos ou Beat no original, é a presença do casal Burroughs, Joan (Courtney) e Bill (Kiefer). Kiefer deve ter se baseado em algum vídeo de Willian Burroughs, para mudar sua voz e sua maneira de ser para compor o jeito de ser do personagem, sempre vestido impecavelmente de terno e portando uma arma. Já Courtney, que sempre digo que é uma péssima cantora e ótima atriz e as pessoas acabam achando que estou trocando as bolas, mas nossa, que interpretação, que coisa brilhante em um filme tão ruim. Mas, o filme é tão ruim, que o significado dele só surge naquele texto final, na tela em preto. Que apelasse para narração em off ora, ou fizesse um filme surreal que nem o Todd Haynes fez com I'm not there, mas aquilo ali, ficou muito seco, para falar de ícones da cultura beat. Um filme ruim realmente, um DVD que não dispõe nos extras de making off com entrevista com elenco, mas um bom artigo de colecionador para um leitor de Tristessa e Livro dos Sonhos de Kerouac que nem eu.

Domingo, Agosto 09, 2009

G.I JOE

by.Queiroz



Tem tarefas que são tão fáceis de realizar que você fica impressionado que ainda consigam errar. Você filmar um filme inspirado em um videogame de luta é difícil, pois por mais que os personagens carreguem lá sua sinopse, não há alma, não há personalidade ali, o realizador tem que realmente ter imaginação, e em certos casos aliviar com a brutalidade do jogo para transpor de uma maneira mais palatável para o cinema, caso de Mortal Kombat. Filmar um quadrinho é difícil, pois muito embora certos já tenham até suas versões animadas, vai ser na essência da HQ que o realizador vai basear seu roteiro, e certos fatos muito importantes que levaram anos para ocorrer nos quadrinhos, vão ter que aparecer no primeiro filme da adaptação para o cinema para torná-la mais interessante, caso do Homem Aranha. Agora, um desenho animado cara, é praticamente algo mastigado para o realizador, veja nosso caro Michael Bay, que transpõe o que interessa para a tela com o seu Transformers. Ele erra a mão? Ô, se erra!! Mas perto de Stephen Sommers, Bay parece um gênio. Eu tenho recordações muito vagas do desenho animado, mas me lembro que a coisa mais interessante do desenho era aquele fogo cruzado das metralhadoras disparando lasers azuis (G.I.Joe) e vermelhos (COBRA), ou seja, a troca de disparos era o ápice do desenho, assim como é um Transformers ver um robô virando um carro e vice versa. Não é que no filme, não tem uma cena que se preze nesse quesito. Na primeira cena de fogo cruzado que vemos no filme temos por parte dos Cobra, soldados invulneráveis com suas armas de canhões de som, creio. E desfilando entre eles com seu corpão muito bem emoldurado por um colante aquela que tinha uma importância que até então eu ignorava, A Baronesa. Porque intitular de Rise of Cobra ou a Origem de Cobra em bom português, se a grande presença do filme é a atriz Sienna Miller na pele da Baronesa. Aliais muuuuitoooo prazer em conhece-la. Se tem um acerto que Sommers pode rivalizar com Bay é destacar essa atriz que já entrou disparado no rol das grandes musas de Hollywood. Ela vale o dobro do ingresso por assim dizer. Mas, se a produção tivesse um teor mais adulto, com cenas impróprias para menores, vide Coruja e Laurie em Watchmen, até que você, entenderia o porque de tanto destaque, mas não, foi apenas para ter uma ligação romantica piegas com o soldado Duke (Channing Tatum), que perde o brilho de protagonista face a simpatia de Ripcord (Marlon Wayans), que flerta muito bem com a belissima ruiva Scarllet (Rachel Nichols), cujo o nome da personagem completo, pasmem, é Shana Scarlett O’Hara, é mole? Pois, bem o único rosto conhecido, é do Sr.Dennis Quaid na pele do General Hawk, que aqui faz as vezes de bom burocrata, não participando tão ativamente das cenas de ação, tendo em vista que seu personagem sofre um ataque bem violento no primeiro contato com os Cobras, o que lhe manda para uma cadeira de rodas (Será referencia ao Prof.Xavier???). Pois, bem, a Baronesa pode tudo né, ela é a ex do mocinho, casada com um figurão o Barão de Cobray(???)(Grégori Fitoussi), por isso o título de Baronesa, nutre a paixão de seu Sansai Storm Shadow (Byung-hun Lee), nutre a paixão do Destro (Christopher Eccleston), ou seja, todo mundo apaixonado pela mulher, só faltou o seu irmão Rex (Joseph Gordon-Levitt), nutrir um sentimento incestuoso por ela, algo que em certo ponto do filme achei que iria rolar. Será que o Snake Eyes (Ray Park), também é apaixonado por ela? Ah, isso não saberemos porque por algum motivo que ninguém sabe ele não fala. Um festival de parentescos sem sentido, um festival de alistamentos sem sentido, o Doutor Cobra se entitula comandante ao seu bel prazer, viradas de casaca sem sentido, efeitos especiais meia boca, salvo as cenas realizadas em Paris, ponto alto das cenas de ação do filme, mas um roteiro fracote com figurinos que não me remetem em nada os trajes maneiros dos Cobra, ou seja, G.I. Joe diferente de Transformers, não passa para a nova geração o que nós na faixa dos 30 anos viamos naquele desenho animado. E vai ter continuação, lamentem. Quem sabe no próximo eles acertem ou errem menos. Ah, já ia me esquecendo, de falar do Arnold Vosloo que faz o Zartan, que no desenho era bem parecido com o Ozzy, teve a sua vaga garantia no filme por Sommers ter dirigido a Múmia. De certo esse vai ganhar algum prêmio especial do Mtv Movie Awards de melhor cena de assobio.




Quinta-feira, Agosto 06, 2009

Ao incomparável John Hughes

by.Queiroz

Retratar a juventude de seu tempo é fácil. Difícil é levar essa juventude a lugares que ninguém nunca esteve. Ser capaz de criar uma Mulher Nota 1.000, matar aula e virar o herói da escola, ficar na detenção no colégio e esse ser o dia mais incrível de sua vida. Era assim que John Hughes encarava o modo de fazer seus filmes. A juventude a qual retratava é interessante, pois sempre estão de certa forma entediados com sua vidas, até que acontece algo extraordinário, e muda tudo. Seja com o Cameron de Curtindo a Vida Adoidado, os dois moleques de Mulher Nota 1.000, ou os 5 do Clube. O mérito do que John Hughes escreveu e dirigiu está nisso: Um grito de alforria da juventude.

Seja Eterno